Se toda família tem a sua ovelha negra, o 32x é um mamute negro para a Sega. Alguns chegam a dizer que este acessório foi o responsável por acabar com a reputação da empresa como produtora de videogames. O que é um exagero diga-se. A Sega cometeu diversos outros erros além do 32X.
Mas afinal de contas porque um acessório de jogos teve um impacto tão definitivo no mundo dos videogames? Por que o 32x é ainda hoje considerado exemplo de fracasso absoluto a ponto de enterrar uma promissora empresa? Como um acessório conseguiu tudo isso, ainda mais pelo fato de que ele esgotou tanto no lançamento norte-americano, quanto no europeu?
Um pouco de história
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O Mega Drive foi lançado dois anos antes do SNES, portanto depois da primeira geração de jogos para o console da Nintendo, as diferenças de hardware começaram a pesar para o lado do console da Sega. A primeira tentativa de equiparar os dois hardwares foi o Sega CD, um acessório que, como o nome já indica, adicionava a função de leitura de cds ao Mega Drive.

Star Fox (Super NIntendo) - O primeiro jogo a levar o Super FX. Embora primitivo, o 3D começa a se tornar uma sensação em 1993
Apesar do preço alto da tecnologia na época (1991), e a grande quantidade de jogos em FMV (Full Motion Video – basicamente, interagir com filmes, menos divertido do que parece), o Sega CD vendeu relativamente bem, sendo que a cada 6 proprietários de um Mega Drive, um possuía o acessório. Aliás, boa parte da má reputação que o Sega CD tem hoje deve-se, adivinhe…, ao 32x.
Em 1993, o Super Nintendo já estava ultrapassando em vendas o Mega Drive nos EUA, e uma nova tecnologia, o Super FX – um chip interno a alguns jogos de SNES -, estava aumentando ainda mais a diferença gráfica e tecnológica entre os adversários.
A Sega partiu também para a criação de um chip para fitas, como o da Nintendo. Nasceu o Sega Virtua Processor que foi utilizado no jogo Virtua Racing. Mas o projeto era caro e elevou o preço do jogo para US$ 100, algo sem precedente na indústria. O chip portanto foi deixado de lado.
Em 1994 a Sega estava trabalhando em diversos hardwares diferentes para a chamada próxima geração. Entre os mais notáveis um videogame baseado em cd’s de baixo custo (que com muitos upgrades para se equiparar aos adversários se tornará o Sega Saturn) e outro baseado em cartuchos.
Como a tecnologia do CD estava cada vez mais absorvida e barata, um novo videogame baseado em cartucho foi riscado e este projeto foi levado no começo de 1994 para a Sega da América, onde ao contrário do Japão, o Mega Drive era ainda extremamente popular, rivalizando com o SuperNES.
A Sega da América percebeu rapidamente que lançar um novo videogames de cartucho antes do Sega Saturn – que deveria ser lançado no final do mesmo ano no Japão – seria um suicídio. Porém, o Saturno só deveria chegar as bandas do Ocidente quase 2 anos depois.
Tempo demais! Tempo que permitiria tanto o avanço do Super Nintendo como até a invasão dos novos adversários de 32 bits. Cria-se a idéia de transformar este projeto em um add-on ao Mega Drive, o que, na visão da Sega, seria uma ótima forma de manter-se importante no mercado até que o Saturno chegasse aos ocidente e começasse a realmente a vender.
Assim, no final de 1994 nasce o Mega 32x, um acessório que era inserido na entrada de cartuchos do Mega Drive e possuia dois processadores de 32 bits prometendo elevar o velho console de 16-bits da Sega ao status de nova geração, melhorando tanto gráficos, quanto som, além é claro, de abrir as portas ao mundo 3D.
Na próxima parte, um raio-x do acessório e seus principais jogos.








O que começou a matar realmente a SEGA foi o projeto equivocado do Saturn (e seu falecimento relativamente prematuro) e, é claro, a jóia da coroa: matar o Dreamcast com apenas 2 anos de vida. ¬¬
As vezes fico me perguntando se a Sega realmente era boa em consoles domésticos ou só teve sorte com o Mega Drive.
Interessante eu gosto bastante de ficar perambulando por aqui porque acabo aprendendo muita coisa que eu não conheço ‘-’
Thanks… O problema é que eu vivi boa parte disso, huauauha.. Tô ficando velho
O pior de todos os acessórios tinha que ter um post só pra ele.
Ou no caso, vários
Pow, ninguem mesmo gosta da SEGA.
Ja tive o Saturno (branco lindo) e não me arrependi nada, o que fodia mesmo eram os jogos do Playstation, principalmente os alternativos, isso sim ferrou com a Sega, uma que tinha a merda tbm da sega fazer os jogos por região…. Eu mesmo tinha jogos que não rodavam pq meu aparelho era japones e os jogos eram americanos.
mas achava uma boa maquina, claro que 1 mes depois eu comprei 1 play =P mas /love SEGA
Tu gosta tanto que teve que comprar o PS um mês depois? uhahuahua, Bom ponto de vista
Comprei mas não me desfiz dele =) comprei pq era modinha
Ótima e completa matéria, como de praxe.
Sanro, só uma dúvida, li em alguns sites que o Sega cd foi feito pra rivalizar com o PC Engine (principalmente no japão) e não com o Super Nes.
Isso confirma?
Sim.
Na verdade o CD seria a “nova onda” (como de fato foi, só que alguns anos mais tarde). A NEC (a empresa do Pc Engine) lançou seu acessório de CD no Japão e a Sega – que no Japão só lutou pelo segundo lugar nos primeiros anos com o Mega Drive – se enfiou na nova tecnologia.
Até a Nintendo estava disposta a lançar o seu cd. Fez dois acordos, primeiro com a Sony, que mais tarde – e após uma briga – resultou no Playstation e depois com a Panasonic – que depois de outra briga resultou no 3DO.
Opa, que legal! Eu sabia do acordo da Nintendo com a Philips!
Mas o 3DO não era uma marca formada pela eletronic arts e mais algumas empresas? Sempre achei que a panasonic fosse só uma licenciada para fabricar o videogame, assim como a goldstar e outras (que me esqueci o nome) que também tiveram seu modelo de 3DO posteriormente.